quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Mais uma profissional perseguida pelo Conselho de Psicologia. Porém, dessa vez, a justiça foi feita!

AÇÃO ORDINÁRIA (PROCEDIMENTO COMUM ORDINÁRIO) Nº 5016454-66.2011.404.7200/SC
AUTOR
:
ENEIDA SUELY RODRIGUES LIMA DE OLIVEIRA
ADVOGADO
:
SILVIA LUIZA LERMEN
RÉU
:
CONSELHO REGIONAL DE PSICOLOGIA 12ª REGIÃO - CRP/SC

SENTENÇA

ENEIDA SUELY RODRIGUES LIMA DE OLIVEIRA ajuizou a presente ação ordinária contra o CONSELHO REGIONAL DE PSICOLOGIA DA 12ª REGIÃO, com o objetivo de declarar nulo o procedimento ético nº 285/09. Alternativamente, requereu a declaração de prescrição da infração de descumprimento de solicitação no prazo estabelecido. Requereu também a condenação do réu a realizar retratação nos moldes da censura a que a autora foi condenada, com publicação em Diário Oficial, no Diário Catarinense e afixados na sede do CRP, informando ao público em geral que o Conselho Regional de Psicologia não pode interferir na liberdade de ensino e no livre exercício da profissão a pesquisa, aprendizado e a prática da Psicologia Transpessoal, bem como que o reconhecimento se dá pela Academia.

Afirma que se graduou em Psicologia pela Universidade Federal do Paraná, tendo cursado vários cursos e concluído em 2005 o curso de Pós Graduação, Especialização Lato Sensu em Psicologia Transpessoal, certificado pelo ICPG em convênio com a Faculdade do Vale do Itajaí-Mirim - Favim. Alega que labora há mais de 27 anos como psicóloga clínica sem nunca ter recebido qualquer denúncia, queixa ou reclamação. Refere que coordena um espaço multidisciplinar, no qual ocorrem cursos de várias áreas de conhecimento, dentre eles o de Especialização Lato Sensu em Psicologia Transpessoal. Salienta que o curso foi aprovado pelo Ministério da Educação e está em sua 7ª edição. Relata que o Conselho Regional de Psicologia processou e condenou a autora, alegando tratar-se de prática da profissão de psicólogo com a utilização de técnicas não reconhecidas. Ressalta que esse posicionamento não está amparado em qualquer legislação ou regulamento e sequer faz sentido às ações do réu, que em 2004 aprovou curso de graduação da UNESC com conteúdo transpessoal. Sustenta que no Brasil o ensino é livre, havendo estímulo ao pluralismo de idéias. Alega que não recebeu carta em que réu requereu a produção de prova de que a solicitação de encerramento do curso fosse acatada. Aduz que as supostas violações teriam sido cometidas como Coordenadora de Cursos e não na sua atuação como psicóloga. Juntou documentos. Pagou custas.

Intimado, o réu apresentou informações sobre o pedido liminar.

Deferido o pedido liminar, o réu foi citado e contestou. Afirmou que, ao contrário do que alega a autora, o procedimento administrativo apresentou-se formalmente perfeito, com a intimação da parte autora de todos os atos realizados no curso do PAD, citação para defesa prévia e livre acesso dos autos. Ressaltou que em momento algum houve cerceamento de defesa nem violação ao devido processo legal, visto que todas as partes legítimas e interessadas foram ouvidas, todos os documentos juntados são idôneos e todos exerceram seu direito de defesa, tendo sido, portanto, devidamente fundamentada a decisão punitiva aplicada à autora. Refere que o Conselho Federal de Psicologia é a instância cabível para julgar recurso da parte que se sentiu lesada e não o Poder Judiciário.

A parte se manifestou em réplica.

As partes disseram que não tinham provas a produzir.

Os autos foram conclusos para sentença.

É o relatório.

Passo a fundamentar e decidir.

Preliminarmente, ao analisar o procedimento ético e disciplinar, verifico que por diversas vezes foi tentada a notificação pessoal da autora.

No entanto, como a própria autora veio aos autos apresentar sua defesa, se deu por notificada, não havendo prejuízo pela ausência de notificação pessoal.

De outra parte, todas as testemunhas arroladas pela parte autora foram ouvidas, não havendo cerceamento de defesa neste sentido.

Por outro lado, a falta de alegações finais por parte do Conselho de Psicologia não acarreta prejuízo para a parte autora, não sendo motivo para decretação de nulidade.

Assim sendo, não vislumbro nulidade no procedimento administrativo, eis que a autora sabia qual era a acusação, tanto juntou defesa preliminar pedindo a reconsideração da decisão que havia instaurado o procedimento administrativo, tendo oportunidade de juntar alegações finais e produzir todas a provas que foram solicitadas.

Todavia, deve ser analisado se existiu violação à Constituição Federal, no que concerne à liberdade de profissão e de ensino.

O artigo 206 da Constituição Federal assim dispõe:

'O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:

II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber;'

O artigo 5º, inciso XIII da Constituição Federal também estabelece a mais ampla liberdade profissional, como se infere:

'é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer'.

Com efeito, a legislação profissional afeta à Psicologia não estabelece nenhuma limitação ou proibição à psicologia transpessoal. Assim, não é dado ao Conselho Regional de Psicologia de Santa Catarina usurpar a competência do legislador, ao tentar limitar a liberdade profissional e de ensino através da imposição do procedimento disciplinar e da pena de censura.

Saliente-se que este Juízo não está adentrando no mérito administrativo, eis que não se está fazendo um julgamento da psicologia transpessoal, mas apenas está aplicando a Constituição, a qual estabelece a liberdade irrestrita ao ensino e ao exercício profissional.

Deve ser salientado que a Psicologia Transpessoal foi aprovada como disciplina do Curso de Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina, sendo amplamente reconhecida no meio acadêmico. Assim, a Jurisprudência em outra oportunidade reconheceu a liberdade de realização de cursos de psicologia transpessoal, como se infere:

Processo
AC 200472000179309AC - APELAÇÃO CIVEL
Relator(a)
EDGARD ANTÔNIO LIPPMANN JÚNIOR
Sigla do órgão
TRF4
Órgão julgador
QUARTA TURMA
Fonte
D.E. 12/03/2007
Decisão
A TURMA, POR UNANIMIDADE, DECIDIU NEGAR PROVIMENTO À APELAÇÃO E À REMESSA OFICIAL, NOS TERMOSDO VOTODO RELATOR, DETERMINADA A JUNTADA DE NOTAS TAQUIGRÁFICAS.
Descrição
Veja Informativo Semanal do TRF4 nº 292 e 293.
Ementa
NULIDADE DE ATO ADMINISTRATIVO. PROCESSO DISCIPLINAR ÉTICO. CONSELHO REGIONAL DE PSICOLOGIA. PENA DE ADVERTÊNCIA. INCONSTITUCIONALIDADE. POSTERIOR APROVAÇÃO DA PROPOSIÇÃO DO AUTOR E SUA INCLUSÃO EM CURRICULO DE UNIVERSIDADE. A constituição Federal, no inciso XIII do artigo 5º estatui ser livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer e há consenso na jurisprudência pátria no sentido de que somente a lei pode estabelecer condições para o exercício regular de profissões, não se admitindo que regramentos de inferior hierarquia criem óbices ou limitações para o livre exercício de atividade laborativa, regulando matéria sujeita à reserva legal. Posteriormente à decisão condenatória proferida pelo CRP/SC, o Conselho Federal de Psicologia aprovou o 'Conteúdo Transpessoal' elaborado pelo autor, que foi inserido no programa curricular de 'Psicologia Transpessoal' da Faculdade de Psicologia da Universidade de Santa Catarina, o que equivale a ter admitido, no processo, como incontroverso, o conteúdo 'ético', em discordância da decisão do CRP/SC, que o julgou 'antiético'.

Com efeito, se toda nova técnica fosse proibida pelo Conselho de Regional de Psicologia, a Psicologia como Ciência Humana não poderia mais evoluir e não seriam mais encontradas técnicas modernas para a solução dos problemas humanos, o que seria lamentável, já que haveria um regresso aos tempos mais obscuros da História da Humanidade, em que eram proibidas novas descobertas e novas técnicas científicas que não estivessem de acordo com o regime preestabelecido.

Ante o exposto, julgo procedente o pedido da autora para confirmar a medida liminar, declarar nulo o procedimento ético nº 285/09 e condenar o réu a realizar retratação nos moldes da censura à que foi condenada a autora, ou seja, com publicação em Diário Oficial, no Diário Catarinense e afixados na sede do Conselho Regional de Psicologia, informando ao público em geral que o Conselho Regional de Psicologia não pode interferir na liberdade de ensino e no livre exercício de profissão impedindo a pesquisa, aprendizado e a prática da Psicologia Transpessoal.

Condeno o réu a pagar honorários advocatícios fixados em 10% do valor da causa e a devolver as custas recolhidas pela autora.

Publique-se. Registre-se. Intimem-se.

Florianópolis, 28 de maio de 2012.

domingo, 21 de outubro de 2012

Ferreira Gullar fala sobre reforma psiquiatrica

Uma lei errada


Por Ferreira Gullar



Campanha contra a internação de doentes mentais é uma forma de demagogia



A CAMPANHA contra a internação de doentes mentais foi inspirada por um médico italiano de Bolonha. Lá resultou num desastre e, mesmo assim, insistiu-se em repeti-la aqui e o resultado foi exatamente o mesmo.
Isso começou por causa do uso intensivo de drogas a partir dos anos 70. Veio no bojo de uma rebelião contra a ordem social, que era definida como sinônimo de cerceamento da liberdade individual, repressão "burguesa" para defender os valores do capitalismo.
A classe média, em geral, sempre aberta a ideias "avançadas" ou "libertárias", quase nunca se detém para examinar as questões, pesar os argumentos, confrontá-los com a realidade. Não, adere sem refletir.
Havia, naquela época, um deputado petista que aderiu à proposta, passou a defendê-la e apresentou um projeto de lei no Congresso. Certa vez, declarou a um jornal que "as famílias dos doentes mentais os internavam para se livrarem deles". E eu, que lidava com o problema de dois filhos nesse estado, disse a mim mesmo: "Esse sujeito é um cretino. Não sabe o que é conviver com pessoas esquizofrênicas, que muitas vezes ameaçam se matar ou matar alguém. Não imagina o quanto dói a um pai ter que internar um filho, para salvá-lo e salvar a família. Esse idiota tem a audácia de fingir que ama mais a meus filhos do que eu".
Esse tipo de campanha é uma forma de demagogia, como outra qualquer: funda-se em dados falsos ou falsificados e muitas vezes no desconhecimento do problema que dizem tentar resolver. No caso das internações, lançavam mão da palavra "manicômio", já então fora de uso e que por si só carrega conotações negativas, numa época em que aquele tipo hospital não existia mais. Digo isso porque estive em muitos hospitais psiquiátricos, públicos e particulares, mas em nenhum deles havia cárceres ou "solitárias" para segregar o "doente furioso". Mas, para o êxito da campanha, era necessário levar a opinião pública a crer que a internação equivalia a jogar o doente num inferno.
Até descobrirem os remédios psiquiátricos, que controlam a ansiedade e evitam o delírio, médicos e enfermeiros, de fato, não sabiam como lidar com um doente mental em surto, fora de controle. Por isso o metiam em camisas de força ou o punham numa cela com grades até que se acalmasse. Outro procedimento era o choque elétrico, que surtia o efeito imediato de interromper o surto esquizofrênico, mas com consequências imprevisíveis para sua integridade mental. Com o tempo, porém, descobriu-se um modo de limitar a intensidade do choque elétrico e apenas usá-lo em casos extremos. Já os remédios neuroléticos não apresentam qualquer inconveniente e, aplicados na dosagem certa, possibilitam ao doente manter-se em estado normal. Graças a essa medicação, as clínicas psiquiátricas perderam o caráter carcerário para se tornarem semelhantes a clínicas de repouso. A maioria das clínicas psiquiátricas particulares de hoje tem salas de jogos, de cinema, teatro, piscina e campo de esportes. Já os hospitais públicos, até bem pouco, se não dispunham do mesmo conforto, também ofereciam ao internado divertimento e lazer, além de ateliês para pintar, desenhar ou ocupar-se com trabalhos manuais.
Com os remédios à base de amplictil, como Haldol, o paciente não necessita de internações prolongadas. Em geral, a internação se torna necessária porque, em casa, por diversos motivos, o doente às vezes se nega a medicar-se, entra em surto e se torna uma ameaça ou um tormento para a família. Levado para a clínica e medicado, vai aos poucos recuperando o equilíbrio até estar em condições que lhe permitem voltar para o convívio familiar. No caso das famílias mais pobres, isso não é tão simples, já que saem todos para trabalhar e o doente fica sozinho em casa. Em alguns casos, deixa de tomar o remédio e volta ao estado delirante. Não há alternativa senão interná-lo.
Pois bem, aquela campanha, que visava salvar os doentes de "repressão burguesa", resultou numa lei que praticamente acabou com os hospitais psiquiátricos, mantidos pelo governo. Em seu lugar, instituiu-se o tratamento ambulatorial (hospital-dia), que só resulta para os casos menos graves, enquanto os mais graves, que necessitam de internação, não têm quem os atenda. As famílias de posses continuam a por seus doentes em clínicas particulares, enquanto as pobres não têm onde interná-los. Os doentes terminam nas ruas como mendigos, dormindo sob viadutos.
É hora de revogar essa lei idiota que provocou tamanho desastre.

Ferreira Gullar fala sobre a loucura do "Movimento Antimanicomial"


Ferreira Gullar: "O empresário é um intelectual que, em vez de escrever poesias, monta empresas" (Foto: Ernani D'Almeida)


Como se justifica sua defesa da internação o tratamento da esquizofrenia?
As pessoas usam a palavra manicômio para desmoralizar os hospitais psiquiátricos. Internei meu filho em hospitais que têm piscina, salão de jogos, biblioteca. Mesmo os públicos não têm mais a camisa de força ou sala com grades. Tive dois filhos esquizofrênicos. Um morreu, o outro está vivo, mas não tem mais o problema no mesmo grau. Controlou com remédio, e a idade também ajuda. A esquizofrenia surge na adolescência e se junta à impetuosidade. Com o tempo, a pessoa vai amadurecendo. Doença é doença, não é a gente. Se estou gripado, a gripe não sou eu. A esquizofrenia é uma doença, mas eu não sou a esquizofrenia. Posso evoluir, me tornar uma pessoa mais madura, debaixo de toda aquela confusão. O esquizofrênico com 50 anos não é o mesmo de quando tinha 17.

Qual o pior momento na sua convivência com filhos esquizofrênicos?
Quando a pessoa entra em surto, ela pode se jogar pela janela. Meu filho, o Paulo, se jogou. Hoje ele anda mancando porque sofreu uma lesão na coluna. Ele conversava comigo, via televisão, brincava, lia meus poemas. Em surto, não tinha controle. Queria estrangular a empregada. Nessas horas, a única maneira é internar e medicar. Nesse estado, sem nenhum socorro, o esquizofrênico pode fazer qualquer coisa.

A família pobre faz o quê, se não tem mais onde internar?
Se mantiver a pessoa em casa, ela poderá tocar fogo em tudo, pegar uma faca e tentar assassinar o pai. Poderá fugir para a rua, desvairada. Essa política contra os hospitais psiquiátricos tem como resultado prático uma tragédia em que os ricos internam seus filhos em clínicas particulares e os pobres morrem na rua.
Quando ouço alguém dizer que as famílias internam os filhos porque querem se ver livres deles, só posso pensar que essa pessoa gosta dos meus filhos mais do que eu. Nunca viu meu filho, mas ama meu filho mais do que eu. Absurdo. Você não sabe o que é uma família ter um filho esquizofrênico. Além do problema do tratamento, existe o desespero de não saber o que fazer.
Os hospitais psiquiátricos continuam a existir porque os médicos sabem que não há outra saída. Não se interna um doente para que ele fique vinte anos lá dentro, mas sim três dias, três meses. Meus filhos nunca ficaram internados além do tempo necessário. Eles voltavam para casa normais. Era uma alegria. Nenhuma família quer ter seu filho preso.

Como foi a primeira vez que se defrontou com a doença?
O primeiro surto do Paulo foi no exílio, em Buenos Aires. Um dia, no apartamento, a gente estava brincando, a bola desceu pela escada, ele saiu para pegá-la e não voltou. Desci, ele tinha sumido. Em que direção eu ando? Voltei para casa e fiquei chorando, não sabia o que fazer. Paulo ficou meses sumido. Isso foi em 1974, logo que cheguei a Buenos Aires. Terminei encontrando-o preso. No desvario, ele tentou roubar um carro — não sabia nem dirigir — e foi preso. Fez greve de fome. Estava esquelético.
O policial disse que era preciso uma ordem para soltá-lo, porque era menor. Mas deixou que eu levasse meu filho, porque sabia que ele estava doente. Levei o Paulo para casa. Ele entrou e começou a arrebentar a janela. Morávamos no quinto andar. Ele foi internado. Até o dia em que, esperto como é, sumiu do hospital, para sempre. Foi encontrado em São Paulo. Saiu de Buenos Aires sem um tostão, com a roupa do corpo. Esses episódios não têm fim.

Fonte: revista Veja

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Psicólogo: exija o seu direito - Modelo de Requerimento ao CRP

A PRESENTE CONSELHO REGIONAL DE PSICOLOGIA DO Estado xxxxxxx, Xª REGIÃO.
Eu, ........................, estado civil................, psicóloga(0), inscrita no CRP ...... sob o  nº ........., CPF .......... Residente e domiciliado a Rua ......... bairro .......cidade ........ estado........ 
CONSIDERANDO  o direito a livre manifestação da crença religiosa, previsto na declaração universal de direitos humanos, no seu artigo XVIII.
CONSIDERANDO  o direito à cidadania e o princípio da dignidade da pessoa humana, previstos no artigo 1º,inc.I e III da constituição Federal de 1988;
CONSIDERADO  que ninguém pode ser privado de direitos por motivo de crença religiosa, conforme Art 5º, inciso  VIII, da constituição Federal de 1988.
CONISDERANDO  o dispositivo na lei nº 6.206/75, a qual dá valor de documento de identidade ás carteiras expeditas pelos órgãos fiscalizadores de exercício profissional;
CONSIDERANDO  que nos termos do artigo 14 da lei nº 5.766/71 e art 47 do decreto nº 79.822/77  e art  47 da resolução CFP nº 003 /2007, o documento de identificação do psicólogo é a carteira de identidade profissional;
CONSIDERANDO  que o artigo 47 do Decreto nº 79.822/77 estabelece que deferida a inscrição será fornecida ao psicólogo carteira de identidade profissional, em que serão feitas anotações relativas á atividade do portador;
CONSIDERANDO  decisão do plenário do Conselho Federal de Psicologia  do dia 17 de Junho de 2011, e
CONSIDERANDO A resolução 14/2011, que dispõe sobre a inclusão do Nome Social no campo “observação” da carteira de identidade profissional do psicólogo e da  outras  providências.
Dessa forma, requer a este Conselho que me assegure o direito à manifestação de minha crença religiosa, autorizando que a denominação *coloque aqui sua religião*  conste  no campo “observação” da minha Carteira de Identidade Profissional de Psicólogo, pois é desta maneira que sou reconhecido(a) em minha comunidade e em minha inserção social. A identidade religiosa merece tratamento isonômico frente a outras formas de Identidade.
Termos em que
Pede deferimento
Cidade   , data  2012

Assinatura
CRP. .......

Paulo Freire ó...


domingo, 14 de outubro de 2012

O Conselho Federal de Psicologia e o Ministério da (des)Educação


O novo convênio firmado entre o MEC e o CFP para refazer o kit erótico-gay não surpreende ninguém. Quem define a agenda do CFP, há muito tempo, são as fundações miltibilionárias como a Ford, Rockefeller, MacArthur, todas imbuídas de um projeto de engenharia social em escala planetária. A ideologia gayzista (assim como a ideologia de gênero, o abortismo, a eutanásia, o feminismo, o narco-hedonismo, o cotismo, etc) faz parte da plataforma biopolítica do novo poder global. Não vamos esquecer do Instituto Patrícia Galvão, uma miríade de associações com representação "fake" e ONGs financiadas com farta verba pública pelo governo petista. Essas entidades funcionam numa rede altamente articulada como "grupos de pressão" para impor as idiossincrasias de uma minoria a todo resto da população. Tais entidades formam aquilo que, em termos gramscianos, chama-se "sociedade civil organizada". Muitas pessoas estão convictas de que isso representa a expressão máxima da democracia, mas na verdade não passa de uma espécie de lobby político revolucionário, que muitas vezes atua de forma clandestina, e não conhece limites éticos ou legais para impor suas ideologias. Se preciso for, usam até a intimidação física e moral.
Como se sabe, os psicólogos, individualmente,  estão proibidos de "induzir convicções políticas, ideológicas ou de orientação sexual", conforme preconiza o código de ética da profissão. Mas o CFP pode, é claro. O CFP está acima do bem e do mal. O CFP fiscaliza e disciplina os profissionais, mas ele próprio não é minimanente fiscalizado. A autarquia foi aparelhada por ativistas e vive numa indisciplina institucional que não se submete às leis e é usada como instrumento político para beneficiar e promover determinados seguimentos, enquanto se vale do poder estatal para perseguir com ferocidade aqueles que se recusam a um alinhamento ideológico forçado. E a gente se pergunta: quem vai fiscalizar esse fiscal?
 Vale lembrar que o "kit erótico-gay" que, no passado, ganhou a chancela do CFP é aquele que afirma, entre outras coisas, que a bissexualidade é boa porque - vejam vocês - dobra as chances de encontrar um parceiro para o final de semana. Essa bizarrice ganhou selo de qualidade do CFP. Se isso não for proselitismo de orientação sexual...

sábado, 13 de outubro de 2012

Viva Paulo Freire!

Olavo de Carvalho
Diário do Comércio
, 19 de abril de 2012
 
 
Vocês conhecem alguém que tenha sido alfabetizado pelo método Paulo Freire? Alguma dessas raras criaturas, se é que existem, chegou a demonstrar competência em qualquer área de atividade técnica, científica, artística ou humanística? Nem precisam responder. Todo mundo já sabe que, pelo critério de “pelos frutos os conhecereis”, o célebre Paulo Freire é um ilustre desconhecido.
As técnicas que ele inventou foram aplicadas no Brasil, no Chile, na Guiné-Bissau, em Porto Rico e outros lugares. Não produziram nenhuma redução das taxas de analfabetismo em parte alguma.
Produziram, no entanto, um florescimento espetacular de louvores em todos os partidos e movimentos comunistas do mundo. O homem foi celebrado como gênio, santo e profeta.
Isso foi no começo. A passagem das décadas trouxe, a despeito de todos os amortecedores publicitários, corporativos e partidários, o choque de realidade. Eis algumas das conclusões a que chegaram, por experiência, os colaboradores e admiradores do sr. Freire:
“Não há originalidade no que ele diz, é a mesma conversa de sempre. Sua alternativa à perspectiva global é retórica bolorenta. Ele é um teórico político e ideológico, não um educador.” (John Egerton, “Searching for Freire”, Saturday Review of Education, Abril de 1973.)
“Ele deixa questões básicas sem resposta. Não poderia a ‘conscientização’ ser um outro modo de anestesiar e manipular as massas? Que novos controles sociais, fora os simples verbalismos, serão usados para implementar sua política social? Como Freire concilia a sua ideologia humanista e libertadora com a conclusão lógica da sua pedagogia, a violência da mudança revolucionária?” (David M. Fetterman, “Review of The Politics of Education”, American Anthropologist, Março 1986.)
“[No livro de Freire] não chegamos nem perto dos tais oprimidos. Quem são eles? A definição de Freire parece ser ‘qualquer um que não seja um opressor’. Vagueza, redundâncias, tautologias, repetições sem fim provocam o tédio, não a ação.” (Rozanne Knudson, Resenha da Pedagogy of the Oppressed; Library Journal, Abril, 1971.)
“A ‘conscientização’ é um projeto de indivíduos de classe alta dirigido à população de classe baixa. Somada a essa arrogância vem a irritação recorrente com ‘aquelas pessoas’ que teimosamente recusam a salvação tão benevolentemente oferecida: ‘Como podem ser tão cegas?’” (Peter L. Berger, Pyramids of Sacrifice, Basic Books, 1974.)
“Alguns vêem a ‘conscientização’ quase como uma nova religião e Paulo Freire como o seu sumo sacerdote. Outros a vêem como puro vazio e Paulo Freire como o principal saco de vento.” (David Millwood, “Conscientization and What It's All About”, New Internationalist, Junho de 1974.)
“A Pedagogia do Oprimido não ajuda a entender nem as revoluções nem a educação em geral.” (Wayne J. Urban, “Comments on Paulo Freire”, comunicação apresentada à American Educational Studies Association em Chicago, 23 de Fevereiro de 1972.)
“Sua aparente inabilidade de dar um passo atrás e deixar o estudante vivenciar a intuição crítica nos seus próprios termos reduziu Freire ao papel de um guru ideológico flutuando acima da prática.” (Rolland G. Paulston, “Ways of Seeing Education and Social Change in Latin America”, Latin American Research Review. Vol. 27, No. 3, 1992.)
“Algumas pessoas que trabalharam com Freire estão começando a compreender que os métodos dele tornam possível ser crítico a respeito de tudo, menos desses métodos mesmos.” (Bruce O. Boston, “Paulo Freire”, em Stanley Grabowski, ed., Paulo Freire, Syracuse University Publications in Continuing Education, 1972.)
Outros julgamentos do mesmo teor encontram-se na página de John Ohliger, um dos muitos devotos desiludidos (http://www.bmartin.cc/dissent/documents/Facundo/Ohliger1.html#I).
Não há ali uma única crítica assinada por direitista ou por pessoa alheia às práticas de Freire. Só julgamentos de quem concedeu anos de vida a seguir os ensinamentos da criatura, e viu com seus própios olhos que a pedagogia do oprimido não passava, no fim das contas, de uma opressão da pedagogia.
Não digo isso para criticar a nomeação póstuma desse personagem como “Patrono da Educação Nacional”. Ao contrário: aprovo e aplaudo calorosamente a medida. Ninguém melhor que Paulo Freire pode representar o espírito da educação petista, que deu aos nossos estudantes os últimos lugares nos testes internacionais, tirou nossas universidades da lista das melhores do mundo e reduziu para um tiquinho de nada o número de citações de trabalhos acadêmicos brasileiros em revistas científicas internacionais. Quem poderia ser contra uma decisão tão coerente com as tradições pedagógicas do partido que nos governa? Sugiro até que a cerimônia de homenagem seja presidida pelo ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, aquele que escrevia “cabeçário” em vez de “cabeçalho”, e tenha como mestre de cerimônias o principal teórico do Partido dos Trabalhadores, dr. Emir Sader, que escreve “Getúlio” com LH. A não ser que prefiram chamar logo, para alguma dessas funções, a própria presidenta Dilma Roussef, aquela que não conseguia lembrar o título do livro que tanto a havia impressionado na semana anterior, ou o ex-presidente Lula, que não lia livros porque lhe davam dor de cabeça.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

CRP-DF intima Luciano Garrido devido a artigo publicado no MSM

Conselho Regional de Psicologia do Distrito Federal intima o psicólogo cristão Luciano Garrido a "prestar esclarecimentos" sobre o artigo Carta Aberta aos Psicólogos do Brasil, publicado no
Mídia Sem Máscara.

Comentário de Klauber Cristofen Pires: Os leitores assíduos conhecem o conceito que dou a todos os conselhos de classe e ordens profissionais, inclusive a OAB: Não passam de cartéis legalizados, descendentes que são das antigas guildas e corporações de ofício. No Brasil, ascenderam de legítimas e úteis associações privadas a temerosas e parasitárias autarquias, que mais funcionam à moda de estados paralelos, legiferando, tributando e exercendo a mais plena auto-executoriedade com o mais absoluto desdém à representatividade popular, à Constituição e às leis.
Ludwig von Mises já havia detectado o fenômeno que denominou de “socialismo das guildas”, que “pretendiam instaurar, segundo palavras dos Webbs, “o direito de autodeterminação de cada profissão”. Entretanto, como muito bem antecipado pelo mestre austríaco, “as guildas monopolísticas não precisam temer a competição; gozam do direito inalienável de exclusividade no seu setor de produção. De servidores do consumidor transformam-se em senhores. Ficam livres para recorrer a práticas que favorecem seus membros às custas do resto da população.” (Mises, Ação Humana, p. 1115 a 1117).
O caso do sistema Conselho de Psicologia tem se mostrado particularmente emblemático: de forma contumaz e ostensiva, tem sequestrado os direitos políticos dos seus associados, e sem qualquer autorização destes e absolutamente contra suas próprias disposições estatutárias e regulamentares, tem-se posto a drapejar diversas bandeiras da ideologia esquerdista, como o feminismo, especialmente no que tange à questão do aborto, bem como o gayzismo e até a censura, eufemística e camaleonicamente denominada de "controle social dos meios de comunicação", ao mesmo tempo em que persegue quaisquer vozes discordantes, como foi o caso das psicólogas cristãs Marisa Lobo e Rozângela Justino, e agora, como o psicólogo e colaborador do Mídia Sem Máscara Luciano Garrido.
Por estes motivos, tenho denunciado que tal instituição comete pelo menos três crimes pavorosos, entre os quais:
1 - Abuso de poder, por arvorar-se na pretensão de direito de censurar os psicólogos. Desde quando uma reles autarquia tem o poder de legislar sobre direito de liberdade de expressão - uma garantia individual fundamental solidificada na Constituição como cláusula pétrea e independente de ulterior regulamentação? Para quem tem alguma dúvida, aí está:
Art 5º, Inc IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença; e
§1º - As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata.
2 - Falsidade Ideológica: o sistema Conselhos de Psicologia (FCP e CRP's), bem como quaisquer outros conselhos de outras categorias, não são partidos políticos, tampouco associações privadas do tipo "think-tanks"; logo, não possuem autorização e nem sequer legitimidade para adotar determinadas posturas políticas em nome da totalidade dos seus associados. No entanto, a infiltração de uma ativa militância política tem sido constatável de forma cada vez mais escandalosa nestas instituições, minando perigosamente o processo democrático do país e volatilizando o que restava de lisura, isenção e idoneidade.
3 – Prevaricação: É sabido que as próprias disposições estatutárias e regulamentares proíbem tais organismos de imiscuírem-se em questões políticas, e no entanto tais cláusulas normativas são pisoteadas por franco protagonismo exercido não apenas por psicólogos em si, mas pelas pessoas que exercem as funções de direção destes órgãos, justamente porque investidas nessa qualidade, e comparando-se, em contraste, com a franca censura e perseguição aos profissionais da categoria que têm objeções e que se mostram dissidentes, configura-se aí o flagrante da prevaricação, que consiste em valer-se do cargo para "retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal".
Aqui vai um apelo direto ao Ministério Público Federal, bem como aos parlamentares comprometidos com a defesa da liberdade e da democracia: impeçam esta verdadeira usurpação da titularidade dos direitos políticos dos cidadãos submetidos ao curralismo político por conta de suas respectivas profissões.
 
CFP-DF-Garrido

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Britânico se arrepende de virar mulher e quer ser homem de volta depois de 23 anos

O britânico Gary Norton, de 75 anos, é veterano da Força Aérea Britânica, mas se chamava Gillian há 23 anos, quando fez uma cirurgia de mudança de sexo. Ao jornal The Sun, ele conta agora que se arrependeu da decisão e que quer voltar a ter relações com mulheres:

“Eu quero ter relações sexuais com uma mulher, mas não tenho o instrumento”, disse ele, que operou depois que sua mulher e filhos descobriram que ele fazia cross-dressing (vestia-se de mulher) às escondidas.

Pai de quatro filhos, Gary parou de tomar hormônios femininos que impediam o crescimento de sua barba e está numa fila de espera para ter os seios removidos. Ele também está pedindo ao sistema público de saúde do Reino Unido uma cirurgia para reverter sua mudança de sexo, mas a demanda foi negada.

“Eu me sinto enganado. Fiz o meu melhor para ser uma mulher de verdade. Comprei biquínis e vestidos legais, gastei tempo com meu cabelo e maquiagem e sempre estava com as unhas feitas. Mas a operação essencialmente me fez uma lésbica”, diz ele, que faz aula de yoga com mulheres e até já modelou para uma marca de biquínis. “Minha vida é um pesadelo”



Hoje, ele tenta namorar com mulheres, mas nunca consegue construir uma nova relação:

“Quando elas percebem que tenho um corpo de mulher, sempre terminam. A mudança de sexo foi o maior erro da minha vida. E estou sozinho”, diz ele, que hoje acredita que nunca deveria ter ido além de se vestir de mulher.

Gospel Channel / Extra Online